As propostas de Satanás para a Igreja

No livro do Êxodo temos a narrativa de um acontecimento marcante na história do povo de Israel, a liberdade conquistada sobre o povo Egípcio. Se observarmos bem a forma em que isso se deu, podemos aprender alguma lições que serão bem úteis para a nossa vida cristã.

Em Êxodo 3 podemos ver Deus aparecendo para Moisés na sarça ardente e dando-lhe a tarefa de guiar o povo Israelita durante a saída do Egito. Depois de várias tentativas de se livrar dessa tarefa, Moisés enfim aceita o chamado de Deus para sua vida e juntamente com Arão, seu irmão, vai falar com Faraó (Êxodo 5:1) que tendo o coração endurecido pelo próprio Deus, não deixa o povo ir.

Diante a resistência de Faraó em deixar o povo de Israel ir embora, Deus então começa a enviar pragas a fim assolar os egípcios, e assim libertar o povo escolhido. No capítulo 7 e versículo 19 temos então a primeira praga, as águas tornam-se em sangue. Em seguida a praga das rãs (Êxodo 8:1-15) e a praga dos piolhos (Êxodo 8:16-19). No anúncio da quarta praga, a praga das moscas (Êxodo 20-32), Faraó começa a fazer algumas propostas a Moisés para tentar amenizar aquela situação que estava começando a ficar fora de controle.

Temos então no capítulo 8 a PRIMEIRA PROPOSTA de Faraó, “Então chamou Faraó a Moisés e a Arão, e disse: Ide, e sacrificai ao vosso Deus nesta terra.” (v 25). A ordem de Deus era para o povo de Israel marchar três dias no deserto para então adorá-lo, mas Faraó em uma contra proposta sugere o povo a adorar no Egito. Podemos aprender com esta situação que,  da mesma forma Satanás tenta nos convencer que ficar no mundo de pecado fazendo as mesmas coisas, tendo as mesmas práticas pecaminosas já são suficientes para agradar a Deus. Se Moisés aceitasse, o Deus todo poderoso seria apenas mais um deus em meio a tantos que existiam no Egito, mas Moisés não aceita esta proposta ardilosa de Faraó. Na orientação de Deus, Moisés diz que se adorarem ali os egípcios não aceitariam vê-los sacrificar animais, que eram sagrados naquela terra.

Ainda não satisfeito com a resposta dada por Moisés, Faraó insiste em argumentar e faz a SEGUNDA PROPOSTA. “Então disse Faraó: Deixar-vos-ei ir, para que sacrifiqueis ao Senhor, vosso Deus, no deserto; somente que, indo, não vades longe; orai também por mim” (v 28). Olhando rapidamente para esta proposta, até parece não ter nenhuma maldade por parte de Faraó, afinal, ele deixa o povo ir. SÓ PARECE. A intenção dele era ficar de olho no povo de Deus, tendo todos eles ainda sob seu domínio, debaixo de seu jugo e controle. Infelizmente, nos nossos dias vivemos essa mesma realidade, pessoas que aceitam a Cristo mas ainda estão presas nas coisas deste mundo, saíram do mundo mas o mundo não saiu delas, estão na igreja mas ainda sob influencia de Satanás. Mas que possamos ser da forma que o Apóstolo Paulo diz: Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” 2 Co 5:17.

Com o coração endurecido, Faraó permanece obstinado em não deixar o povo sair, desta forma, Deus continua a enviar pragas, a praga da peste nos animais (Êxodo 9:1-7), a praga das úlceras (Êxodo 9:8-12), a praga da saraiva (Êxodo 9:22-35). Com o anúncio da oitava praga, a praga dos gafanhotos (Êxodo 10:12-20) Faraó tenta uma saída favorável a ele e faz a TERCEIRA PROPOSTA ardilosa. “Então ele lhes disse: Seja o Senhor assim convosco, como eu vos deixarei ir a vós e a vossos filhos; olhai que há mal diante da vossa face.

Não será assim; agora ide vós, homens, e servi ao Senhor; pois isso é o que pedistes. E os expulsaram da presença de Faraó.” (Êxodo 10:10,11). Creio que esta seja a proposta mais grave feita por Faraó. Sabemos que Israel era constituído por famílias, um homem hebreu se casava com uma hebreia e assim formavam uma família tendo filhos e filhas. Se Moisés aceita esta proposta, teria uma grande chance do povo Israelita se acabar, e eu explico o porque. Saindo apenas os homens do Egito, eles teriam que se misturar com outros povos, o que era proibido por Deus. Da mesma forma as mulheres que ficassem no Egito teriam que se casar com homens de outras nações, e assim perderiam totalmente a identidade de povo de Deus. Dessa forma o inimigo de nossas almas tenta fazer, destruir a base da sociedade que é a família, família esta instituída pelo próprio criador (Gênesis 2:18-25). Disseminando contendas, brigas e dissenções coloca filho contra pai, pai contra filho, ataca relacionamentos. Uma vez as famílias enfraquecidas, ou não poucas as vezes, totalmente aniquiladas, fica fácil para ele manipular e dominar as crianças, jovens e adultos.

Diante a nona praga sobre o Egito, a praga das trevas (Êxodo 21-29) Faraó faz a QUARTA PROPOSTA, “Então Faraó chamou a Moisés, e disse: Ide, servi ao Senhor; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças.” (Êxodo 10:24).

As vezes podemos nos deparar com situações em nossa vida em que nada parece dar certo, quando se diz a vida financeira. A pessoa corre o dia todo, trabalha em dois empregos, não tem tempo nem para a família, mas mesmo assim não prosperam. Devemos analisar qual tem sido a nossa atitude em relação as nossas finanças. Muitas das vezes somos ativos na casa do Senhor mas quando toca no nosso bolso não nos damos totalmente. Quando Moisés ouviu esta proposta ele não pensou duas vezes, usado pelo Espírito Santo ele dá uma das declarações mais lindas da Bíblia: “E também o nosso gado há de ir conosco; nem uma unha ficará;” (v 25).

Que assim como Moisés possamos ficar firme diante às propostas que Satanás tem para nós. E que possamos ficar firmes em Deus e guardar sua palavra no nosso coração como diz o salmista. “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.” (Salmos 119:11).